Doméstica que matou Célia financiou festa regada a álcool e crack
chocou Andradina-SP

A empregada doméstica Andressa de Oliveira Cruz, suspeita de ter participação na morte da professora Célia Amorim (57), foi presa na manhã de quarta-feira (18). Ela perambulava desorientada pela zona rural de Andradina, no Assentamento Timboré.
Os policiais da equipe de Rádio Patrulhamento, PMs Renata e Zardete, receberam a dica de pessoas que passaram pelo bloqueio de trânsito com a presença deles. A moradora do Nova Canãa, Andressa era a pessoa mais procurada na cidade após o corpo da professora Célia ter sido encontrado sem vida em sua casa na Rua Nove de Julho, centro de Andradina. Célia estava com o rosto parcialmente desfigurado devido à marteladas.
Na noite de terça-feira (17), a empregada doméstica chegou a avisar o marido de Célia, o médico Dr. Flávio Amorim, que algo estaria errado com a professora e depois desapareceu. Quando encontrada não resistiu à prisão e confessou o crime. Grávida de 5 meses, ela disse ter matado a professora sozinha e sob o efeito de drogas.
Com ela, dentro do sutiã, estavam R$ 1,5 mil, parte dos R$ 6 mil levados da casa. Ela disse que o crime não foi planejado e que matou a professora porque Célia a surpreendeu fumando “crack” na casa. Depois do crime ela pegou carona com um amigo e se livrou de 2 celulares e de um revólver calibre 38 que estavam na casa.
Ainda não se sabe nada sobre o sumiço das joias da vítima. Durante as averiguações realizadas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), sob a responsabilidade do delegado Tadeu Aparecido Carvalho Coelho, foi levantada a participação de pelo menos mais duas pessoas, que teriam estado na casa no dia do crime, em uma moto vermelha.
Uma série de pessoas envolvidas no caso estão sendo ouvidas e outras prisões podem ser decretadas. Andressa, que já cumpriu pena por roubo, continua a afirmar que fez tudo sozinha. Depois do crime foi de moto até uma boca de fumo comprou drogas e fez uma festa. “A cada coisa que ela fala sobre o crime estamos checando para saber se realmente houve a participação de mais alguém. Tudo é possível. Mas apuramos a violência do homicídio, o rosto da vítima bastante dilacerado e muitos vestígios de sangue por toda a casa.
Foi ela quem pegou o dinheiro no bolso da camisa do médico e simulou um assalto”, disse o delegado Tadeu Aparecido Coelho. Requintes de crueldade Para o delegado, Célia foi assassinada com requintes de crueldade. A arma utilizada foi um martelo e uma talhadeira, esse último provavelmente quando ela já estava morta ou desacordada, como forma de garantir o óbito.
A cabeça apresentava grandes buracos provocados pelas marteladas e parte dos dentes estavam ao lado do corpo. Foi o próprio marido que refez o rosto da mulher para o velório. “Não dá para imaginar seres humanos praticarem uma barbaridade desse tamanho contra o semelhante. Os golpes foram violentos demais”, disse Flávio Amorim.
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